

Na segunda parte da entrevista, o vereador Julio Cesar Mendes destacou que a saúde pública será a principal prioridade de seu terceiro mandato, com foco direto na luta pela consolidação de um Hospital Municipal em Atibaia. Segundo ele, a cidade precisa ampliar a capacidade de atendimento de baixa e média complexidade, reduzir filas e fortalecer a organização do sistema público de saúde, contando também com suporte do Governo do Estado para casos de maior gravidade.
Além da saúde, Julio Mendes defendeu investimentos em infraestrutura urbana e rural, especialmente em bairros mais afastados, como Sul Brasil, Rio Abaixo, Laranjal, Cachoeira, Rio Acima, Ponte Alta, Maracanã e Usina. O vereador afirmou que a atenção a essas regiões representa uma questão de “justiça territorial”, buscando reduzir desigualdades históricas entre os bairros da cidade.
O parlamentar também ressaltou a importância do planejamento e da responsabilidade fiscal para a execução de obras de pavimentação, drenagem e iluminação pública, afirmando que é preciso trabalhar com critérios técnicos, manutenção constante e busca de recursos estaduais e federais.
Durante a entrevista, Julio Mendes ainda defendeu a modernização da Câmara Municipal, com mais transparência, digitalização de processos e ampliação da participação popular. Mesmo integrando a base de diálogo com o Executivo, afirmou manter independência técnica nas votações e disse já ter votado contra projetos que considerou inadequados do ponto de vista jurídico ou orçamentário.
Julio Mendes, também destacou que pretende manter uma atuação baseada em coerência, responsabilidade técnica e presença constante nos bairros. “Mandato é transitório, mas credibilidade é permanente”, afirmou o vereador, ao defender uma política pautada pelo compromisso com a população de Atibaia.
Acompanhe abaixo a 2º Parte da entrevista:
12. Muitas de suas indicações contemplam bairros como Sul Brasil, Rio Abaixo, Laranjal, Cachoeira, Rio Acima, Ponte Alta e Usina. Por que esse olhar especial para as regiões periféricas e rurais?
Meu olhar para regiões como Sul Brasil, Rio Abaixo, Laranjal, Cachoeira, Rio Acima, Ponte Alta, Maracanã e Usina não é um “olhar especial” no sentido de preferência, mas sim um olhar de justiça territorial.
Esses bairros, especialmente as regiões periféricas e rurais, historicamente enfrentam maiores desafios estruturais: estradas de terra que sofrem com o período de chuvas, necessidade constante de manutenção, transporte público mais sensível à infraestrutura viária, além de demandas por iluminação pública, drenagem e acesso a serviços essenciais.
Também procuro ter um olhar atento para os locais mais afastados da cidade, onde muitas vezes as dificuldades são maiores. Levar infraestrutura, manutenção e serviços básicos para essas regiões significa garantir o mínimo de dignidade para as famílias que vivem nesses bairros.
O papel do vereador é justamente identificar onde a demanda é mais urgente e onde a presença do poder público precisa ser reforçada. Por isso faço questão de estar presente nos bairros, ouvir os moradores, caminhar pelas vias e verificar de perto as necessidades da população.
Mas é importante destacar que a atuação do vereador não se limita apenas a essas regiões. Nosso trabalho é voltado para toda a cidade de Atibaia, buscando equilíbrio no desenvolvimento e atenção às necessidades de cada bairro.
Minha atuação busca justamente reduzir essas desigualdades. Não se trata apenas de apresentar indicações, mas de acompanhar, cobrar execução e dar retorno à população.
Atender as regiões periféricas e rurais é fortalecer a cidade como um todo. Uma cidade só é verdadeiramente organizada quando todos os seus bairros recebem atenção proporcional às suas necessidades. Esse é o princípio que orienta meu trabalho: presença, equilíbrio e compromisso com a população.
13. A população muitas vezes cobra rapidez em pavimentação, drenagem e iluminação. O que é possível fazer dentro da realidade orçamentária do município?
Essa é uma das maiores angústias da população — e com razão. Pavimentação, drenagem e iluminação pública impactam diretamente na qualidade de vida, na segurança e na mobilidade urbana. São demandas legítimas e urgentes.
No entanto, é preciso ter clareza sobre a realidade orçamentária do município. Obras de infraestrutura têm custo elevado, exigem projeto técnico, licitação, planejamento financeiro e, muitas vezes, dependem de recursos externos, como convênios estaduais ou federais.
Dentro dessa realidade, o que é possível fazer?
Primeiro, planejamento. A cidade precisa ter um cronograma estruturado, com critérios técnicos de prioridade: vias com maior fluxo, áreas com histórico de alagamento, regiões com risco à segurança viária.
Segundo, manutenção preventiva. Enquanto a pavimentação definitiva não chega, é fundamental intensificar serviços de zeladoria, cascalhamento, nivelamento, limpeza de galerias pluviais e substituição de luminárias. Isso não resolve de forma definitiva, mas minimiza os impactos.
Terceiro, captação de recursos. É essencial buscar emendas parlamentares, convênios e programas estaduais e federais que ampliem a capacidade de investimento do município.
Quarto, responsabilidade fiscal. Não se pode comprometer o equilíbrio financeiro da cidade com obras sem lastro orçamentário. Infraestrutura precisa caminhar junto com saúde fiscal.
O papel do vereador é cobrar prioridade, acompanhar a execução orçamentária e fiscalizar a aplicação dos recursos. Mas também é papel do vereador agir com transparência, explicando à população os limites legais e financeiros existentes.
A solução não está em prometer o impossível. Está em planejar com responsabilidade, priorizar com critério técnico e executar com eficiência.
A população quer resultado — e o resultado precisa ser construído com planejamento, equilíbrio fiscal e compromisso permanente com a cidade.
14. Como o senhor acompanha a execução das obras após as indicações serem aprovadas?
Acompanhar a execução das obras é tão importante quanto apresentar a indicação. Após a aprovação, eu não encaro o trabalho como concluído — pelo contrário, é aí que começa uma nova etapa.
Faço esse acompanhamento de forma contínua, por meio de ofícios, reuniões com as secretarias responsáveis e visitas técnicas nos locais onde as obras serão realizadas. Além disso, mantenho diálogo constante com a população, que muitas vezes é a primeira a perceber o andamento ou eventuais problemas na execução.
Também utilizo os instrumentos de fiscalização do mandato para cobrar prazos, qualidade e transparência na aplicação dos recursos públicos. Meu compromisso é garantir que aquilo que foi solicitado realmente saia do papel e chegue com eficiência até quem precisa.
A indicação é apenas o início do processo. O verdadeiro trabalho começa depois que ela é protocolada e encaminhada ao Executivo.
Após a apresentação da indicação na Câmara Municipal de Atibaia, faço o acompanhamento por diferentes frentes.
Primeiro, por meio de requerimentos formais, solicitando informações sobre prazos, planejamento e inclusão da demanda no cronograma da secretaria responsável. O requerimento tem caráter mais técnico e exige resposta oficial do Executivo.
Segundo, acompanho presencialmente. Retorno ao local, converso com moradores, verifico se houve vistoria técnica, se há sinalização de início de obra ou manutenção. A presença no bairro é fundamental para validar a informação oficial.
Terceiro, mantenho diálogo constante com as secretarias. Muitas vezes a execução depende de fatores como disponibilidade orçamentária, condições climáticas ou cronograma interno de equipes.
Além disso, utilizo os instrumentos de fiscalização previstos no Regimento Interno: solicitação de documentos, participação em reuniões técnicas e, quando necessário, manifestação em tribuna para cobrar publicamente andamento.
É importante esclarecer que o vereador não executa obra — essa é uma atribuição do Executivo. Mas o vereador fiscaliza, cobra, acompanha e dá transparência ao processo.
Meu compromisso é não deixar a demanda cair no esquecimento. A população precisa saber em que etapa está o pedido, quais são os obstáculos e qual a previsão realista de execução.
Mandato responsável não é apenas protocolar indicação; é acompanhar até a solução — ou até que haja uma resposta clara e fundamentada.
15. Também instituiu datas culturais como a “Festa de Folia de Reis” e o “Dia do Rotary Club Pedra Grande”. Qual a importância de valorizar essas iniciativas no calendário oficial?
Valorizar datas culturais no calendário oficial do município é reconhecer a identidade e a história da nossa comunidade.
Quando propomos a inclusão da “Festa de Folia de Reis” e do “Dia do Rotary Club Pedra Grande” no calendário oficial de Atibaia, não estamos tratando apenas de formalidades legislativas. Estamos preservando tradições, fortalecendo instituições sérias e reconhecendo o trabalho voluntário que impacta positivamente a sociedade.
A Folia de Reis é uma manifestação cultural e religiosa que carrega gerações de história, simboliza fé, união comunitária e preservação das raízes populares. Registrar essa celebração no calendário oficial significa garantir visibilidade, apoio institucional e respeito à cultura local.
Da mesma forma, reconhecer o Rotary Club Pedra Grande é valorizar uma entidade que presta relevantes serviços sociais, desenvolve projetos humanitários e contribui para o desenvolvimento da cidade. Instituir uma data oficial é uma forma de reconhecimento público e incentivo à continuidade dessas ações.
O calendário municipal não deve ser apenas um conjunto de datas comemorativas. Ele deve refletir a alma da cidade, suas tradições, suas entidades e as iniciativas que constroem o tecido social.
Além disso, o reconhecimento oficial pode fortalecer o turismo cultural, incentivar parcerias e ampliar a participação da população.
Política pública também é cultura. E preservar cultura é preservar identidade.
Valorizar essas iniciativas é reafirmar que Atibaia respeita sua história, reconhece quem contribui com a comunidade e entende que desenvolvimento não é apenas infraestrutura — é também tradição, participação e pertencimento.
16. O Legislativo precisa se modernizar? Há planos para ampliar transparência e participação popular?
Sim, o Legislativo precisa estar em constante processo de modernização. A sociedade evoluiu, os mecanismos de comunicação mudaram e a exigência por transparência é cada vez maior. A Câmara Municipal de Atibaia não pode permanecer estática diante dessa transformação.
Modernizar não significa apenas investir em tecnologia, mas aprimorar processos, facilitar o acesso à informação e aproximar a população das decisões legislativas.
Entre as prioridades, destaco:
Ampliação da transparência ativa, com disponibilização mais clara e acessível de informações sobre projetos, votações e execução orçamentária da própria Câmara;
Digitalização e simplificação de processos internos, garantindo mais agilidade e eficiência administrativa;
Fortalecimento das transmissões e registros das sessões, facilitando o acompanhamento em tempo real e posterior consulta;
Estímulo à realização de audiências públicas e mecanismos de consulta popular.
Também entendemos que participação popular não se resume à presença física nas sessões. Precisamos ampliar canais digitais de diálogo, facilitar o envio de sugestões e demandas e promover uma cultura de acompanhamento cidadão das decisões do Legislativo.
A modernização deve caminhar junto com responsabilidade fiscal. É preciso investir com planejamento, priorizando soluções que tragam retorno real em eficiência e transparência.
A Câmara é a Casa do Povo. E uma Casa do Povo precisa ser acessível, compreensível e participativa.
Nosso compromisso é fortalecer a credibilidade institucional por meio de mais transparência, mais organização e mais aproximação com a sociedade. Modernizar é, acima de tudo, respeitar o cidadão que confia no trabalho do Legislativo.
17. O senhor integra a base que dialoga com o Executivo, mas mantém postura técnica de cobrança. Como funciona esse equilíbrio?
O equilíbrio entre diálogo e fiscalização é uma das tarefas mais importantes do mandato parlamentar.
Integrar a base que dialoga com o Executivo não significa abrir mão da independência do Legislativo. O papel do vereador é, constitucionalmente, fiscalizar, propor e representar a população. Esse dever não muda por posicionamento político.
O que procuro exercer é uma postura de responsabilidade institucional. Quando uma proposta do Executivo é positiva para a cidade, tem viabilidade técnica e respeita os princípios legais e orçamentários, meu dever é apoiar. Da mesma forma, quando identifico falhas, atrasos ou ausência de planejamento, meu dever é cobrar — sempre com base técnica e fundamentação jurídica.
O diálogo facilita soluções. A cobrança garante resultados.
A relação institucional precisa ser madura. Confronto permanente não constrói política pública. Por outro lado, alinhamento automático sem análise crítica também não é saudável para a democracia.
Minha atuação busca três princípios:
Primeiro, independência técnica. Cada projeto é analisado com base em critérios jurídicos, orçamentários e sociais.
Segundo, responsabilidade pública. A cidade precisa de estabilidade institucional para avançar.
Terceiro, coerência. Apoio quando entendo que é correto. Cobro quando é necessário.
O Legislativo não é adversário do Executivo, mas também não é subordinado. São Poderes independentes e harmônicos.
Esse equilíbrio se constrói com diálogo firme, transparência e compromisso com o interesse público acima de qualquer circunstância política.
18. Em relação às linhas de crédito e financiamentos solicitados pela prefeitura, quais critérios o senhor considera essenciais antes da aprovação?
A autorização para contratação de crédito ou financiamento por parte do município é uma das decisões mais sensíveis que passam pelo Legislativo. Não se trata apenas de aprovar um recurso; trata-se de assumir uma obrigação financeira que impactará o orçamento por anos.
Antes de qualquer aprovação, considero alguns critérios essenciais.
Primeiro, finalidade clara e estratégica. O financiamento precisa estar vinculado a investimentos estruturantes — obras ou projetos que tragam benefício duradouro à cidade, e não para custeio de despesas correntes.
Segundo, capacidade de pagamento. É indispensável analisar o impacto da operação na saúde fiscal do município, respeitando os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal, o comprometimento da receita corrente líquida e o equilíbrio das contas públicas.
Terceiro, planejamento técnico detalhado. O projeto deve apresentar cronograma, estudos de viabilidade, estimativa realista de custos e previsão de execução. Não se pode autorizar crédito sem saber exatamente como e quando o recurso será aplicado.
Quarto, transparência. A população precisa compreender por que o município está se endividando, qual será o retorno social e qual o prazo de amortização.
Quinto, custo financeiro da operação. Taxa de juros, prazo de carência, garantias oferecidas e condições contratuais devem ser analisadas com rigor.
Endividamento não é, por si só, algo negativo. Muitas cidades utilizam crédito para acelerar investimentos importantes. O problema está no uso irresponsável ou sem planejamento.
O papel do vereador é agir com prudência. Aprovar apenas quando houver segurança jurídica, equilíbrio fiscal e benefício concreto para a população.
O futuro da cidade não pode ser comprometido por decisões apressadas. Crédito público exige responsabilidade pública.
19. O senhor já votou contra projetos do Executivo por entender que não eram adequados? O que pesa mais: alinhamento político ou responsabilidade técnica?
Sim, já votei contra projetos do Executivo quando entendi que não estavam adequados sob o ponto de vista técnico, jurídico ou orçamentário. E faço isso com absoluta tranquilidade institucional.
O que pesa mais para mim é a responsabilidade técnica. O mandato parlamentar não pode ser exercido com base apenas em alinhamento político. O vereador tem compromisso direto com a população e com a legalidade dos atos que aprova.
Cada projeto precisa ser analisado individualmente. Avalio:
A constitucionalidade e a legalidade da proposta;
O impacto financeiro e orçamentário;
A viabilidade prática de execução;
O interesse público envolvido;
As possíveis consequências futuras para o município.
Se houver inconsistências técnicas, risco jurídico ou prejuízo à cidade, meu dever é me posicionar de forma contrária, ainda que exista diálogo institucional com o Executivo.
O alinhamento político pode facilitar a construção de soluções, mas não pode substituir a análise crítica. Apoiar automaticamente fragiliza o papel fiscalizador do Legislativo. Oposição sistemática também não é saudável. O equilíbrio está na coerência.
Minha postura é clara: apoio quando o projeto é bom para a cidade e está tecnicamente correto. Voto contra quando entendo que há falhas ou riscos.
A política exige maturidade para compreender que divergência não significa rompimento. Significa responsabilidade.
No final, o compromisso maior não é com governo ou grupo político. É com Atibaia e com a confiança que a população deposita no mandato.
20. Quais são as três prioridades do seu terceiro mandato?
No início do meu terceiro mandato, estabeleci prioridades muito claras, baseadas nas demandas que escuto diariamente da população e na responsabilidade de planejar o futuro da cidade.
Defino este novo ciclo em três pilares centrais:
Primeiro pilar: Saúde pública — com foco na luta pelo Hospital Municipal.
A saúde é a principal preocupação das famílias. Defender a estruturação e consolidação de um Hospital Municipal é uma prioridade estratégica. Hoje, Atibaia necessita de um hospital que possa atender as demandas de baixa e média complexidade, ampliando a capacidade de atendimento, reduzindo filas e fortalecendo o acesso da população aos serviços de saúde. Ao mesmo tempo, é fundamental que exista uma retaguarda do Governo do Estado para os casos de maior gravidade e alta complexidade, garantindo que o paciente tenha continuidade no atendimento quando necessário.
Além disso, seguirei cobrando o fortalecimento da atenção básica, a ampliação de equipes e uma melhor organização do sistema de saúde como um todo.
Segundo pilar: Infraestrutura da cidade - Atibaia precisa crescer com planejamento e equilíbrio. Pavimentação, drenagem, manutenção de estradas rurais, iluminação pública e zeladoria constante são demandas legítimas da população. A cidade não pode conviver com desigualdades estruturais entre regiões. Infraestrutura significa qualidade de vida, segurança e desenvolvimento econômico.
Terceiro pilar: Transporte público - A mobilidade urbana é um desafio crescente. É fundamental acompanhar contratos, fiscalizar a prestação de serviço, avaliar itinerários e buscar melhorias na qualidade, pontualidade e acessibilidade do transporte coletivo. O trabalhador e o estudante dependem de um sistema eficiente e digno.
Além desses três pilares, há também um compromisso transversal: a cobrança permanente por políticas públicas de fomento à produção local e ao desenvolvimento econômico. Atibaia precisa estimular a geração de empregos, apoiar o pequeno produtor rural, incentivar o comércio local e fortalecer iniciativas que ampliem a arrecadação sem aumentar a carga tributária.
Saúde estruturada, infraestrutura planejada, transporte eficiente e desenvolvimento econômico sustentável formam a base de uma cidade organizada.
Este terceiro mandato é marcado por mais maturidade institucional e mais clareza estratégica. O compromisso permanece o mesmo: responsabilidade técnica, presença nos bairros e defesa firme dos interesses da população de Atibaia.
21. O senhor se vê disputando cargos no Executivo no futuro?
Hoje, meu foco está integralmente no mandato que a população me confiou. Estou iniciando meu terceiro mandato como vereador, com senso de responsabilidade e compromisso institucional.
A política exige planejamento, mas também exige coerência com o momento. Neste momento, minha prioridade é cumprir bem a função legislativa, fortalecer o papel fiscalizador da Câmara e contribuir para que a cidade avance em áreas que considero estratégicas, como saúde pública, infraestrutura e transporte.
Disputar cargos no Executivo é uma decisão que não pode ser baseada em ambição pessoal. Ela deve ser fruto de um contexto político, de diálogo com a população e, principalmente, de uma avaliação sobre onde se pode contribuir mais.
Aprendi ao longo da minha trajetória que mandato não é trampolim; é responsabilidade. Se, no futuro, houver um entendimento coletivo de que posso contribuir em outra função, isso será debatido com maturidade e responsabilidade.
Mas hoje, meu compromisso é claro: trabalhar como vereador, fortalecer o Legislativo e entregar resultados concretos para a população de Atibaia.
O futuro político é consequência do trabalho presente. E é nele que estou concentrado.
22. Que legado deseja deixar ao final deste mandato?
Quando penso em legado, não penso apenas em obras ou números. Penso em contribuição institucional e impacto real na vida das pessoas.
Ao final deste mandato, desejo deixar três marcas claras.
Primeiro, avanços concretos na saúde pública, especialmente na consolidação do Hospital Municipal como estrutura definitiva e eficiente para atender a população. Saúde é prioridade absoluta, e contribuir para fortalecer esse sistema será, sem dúvida, uma das maiores entregas possíveis.
Segundo, uma cidade mais equilibrada em infraestrutura. Pavimentação, drenagem, iluminação pública e manutenção das regiões periféricas e rurais precisam avançar de forma planejada. Quero que Atibaia cresça de maneira organizada, reduzindo desigualdades entre bairros.
Terceiro, o fortalecimento institucional do Legislativo e da atuação parlamentar responsável. Mesmo não estando mais na presidência da Câmara Municipal de Atibaia, continuo acreditando que a Câmara deve ser cada vez mais transparente, técnica e próxima da população. Contribuir para esse fortalecimento, independentemente do cargo que eu ocupe, é parte do meu compromisso público.
Mas, acima de tudo, quero deixar um legado de postura: coerência, responsabilidade técnica, presença constante nos bairros e respeito às pessoas.
Aprendi dentro de casa que mandato é transitório, mas credibilidade é permanente. Meu pai construiu uma história de proximidade e confiança com a população. Eu quero ser lembrado como alguém que honrou esses valores, atuou com maturidade institucional e trabalhou com seriedade pelo futuro de Atibaia.
Se ao final deste mandato a população perceber que houve compromisso verdadeiro e entrega concreta, esse será o legado que realmente importa.