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Urologista explica diferenças entre HPB e câncer de próstata

Dr. Khaled Ahmed Taha Neto detalha as diferenças entre a hiperplasia prostática benigna e o câncer de próstata, apontando sintomas, formas de diagnóstico e o papel de técnicas como o HoLEP e a cirurgia robótica no tratamento de cada condição

Redação
Por: Redação Fonte: Agência Dino
15/09/2026 às 15h16
Urologista explica diferenças entre HPB e câncer de próstata
Imagem do Magnific/paihub

A diferença entre a hiperplasia prostática benigna, conhecida como HPB, e o câncer de próstata é uma das dúvidas mais recorrentes entre os homens acima dos 50 anos. Embora as duas condições afetem a mesma glândula, elas têm origem, sintomas e formas de investigação distintas.

O crescimento benigno da próstata é comum com o avanço da idade. Estudo do doutor Drauzio Varella indica que o quadro pode atingir até 90% dos homens ao longo da vida. Segundo o Hospital Albert Einstein, a hiperplasia benigna da próstata corresponde ao aumento não canceroso do órgão, associado ao envelhecimento e a alterações hormonais, sem representar, por si só, lesão maligna.

Para o urologista Dr. Khaled Ahmed Taha Neto, reconhecer essas diferenças é essencial para orientar o diagnóstico correto e evitar interpretações equivocadas sobre a saúde da próstata.

"A hiperplasia prostática benigna apresenta sintomas que aparecem na fase inicial, que são os irritativos, como disúria, polaciúria, noctúria ou urgência miccional, além dos sintomas obstrutivos, que são jato fraco, esforço miccional e sensação de esvaziamento incompleto. Já o câncer de próstata, na maioria das vezes, não apresenta sintomas, devendo ser diagnosticado em fases iniciais por meio do screening da doença. Em casos avançados, apresenta-se com sangramento urinário, obstrução para urinar, além de insuficiência renal", explica o médico.

Como diferenciar a hiperplasia prostática do câncer de próstata

Sobre os métodos de investigação, o médico complementa: "A hiperplasia prostática benigna é diagnosticada por meio do exame físico e de exames de imagem, como ultrassom ou ressonância, sendo um tamanho normal de próstata até 30 gramas e, acima desta medida, podemos considerar a presença de hiperplasia prostática. Já o câncer de próstata é diagnosticado principalmente por meio de toque retal, PSA, ressonância magnética de próstata e biópsia", detalha Dr. Khaled Taha.

Parte da população ainda associa o aumento benigno da próstata diretamente ao câncer. Levantamento da Medicina S/A aponta que 60% dos homens acreditam que o crescimento benigno da glândula pode evoluir para a doença oncológica. A Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO) discute como a idade influencia tanto o aumento prostático quanto o risco de câncer.

Tratamentos consideram diagnóstico e características individuais do paciente

No tratamento cirúrgico da HPB, a técnica de HoLEP tem se consolidado como uma das principais opções. "O HoLEP hoje em dia é considerado a melhor cirurgia para hiperplasia prostática benigna, sendo indicado em todos os tamanhos de próstata, com um índice de recidiva em 15 anos menor do que 1%", afirma o urologista.

As indicações, segundo ele, incluem intratabilidade clínica, retenção urinária de repetição, insuficiência renal aguda por hiperplasia, litíase vesical e sangramento de repetição. A técnica utiliza laser de HOLMIUM para remover o tecido prostático responsável pela obstrução urinária, conforme descreve estudo publicado no PMC.

Já no tratamento do câncer de próstata, a cirurgia robótica tem ganhado espaço em casos selecionados. Entre as vantagens, o médico cita menor perda de sangue e chance de transfusão, menos dor no pós-operatório, menor tempo de internação e recuperação mais precoce do controle urinário e da potência sexual.

Um estudo conduzido no Hospital das Clínicas da USP mostrou que a cirurgia com auxílio de robô pode reduzir em 25% o risco de disfunção erétil, resultado atribuído à precisão da plataforma, conforme também descreve material do Einstein sobre o assunto.

A escolha entre as abordagens não segue um protocolo genérico e considera múltiplos fatores, de acordo com o especialista. "O planejamento individualizado é o que diferencia uma escolha terapêutica baseada em protocolo genérico de uma decisão clínica de fato assertiva. No caso da hiperplasia prostática benigna, o volume prostático, a presença de lobo mediano, comorbidades, como uso de anticoagulantes, cardiopatias e DPOC, e a função renal mudam completamente qual técnica é mais segura e eficaz, seja enucleação, RTU ou tratamento clínico", pontua o Dr. Khaled Taha.

Idade, vida sexual ativa, tolerância ao risco cirúrgico e expectativa de recuperação também pesam na decisão entre uma conduta mais conservadora ou mais definitiva. "A experiência da equipe médica e a infraestrutura disponível igualmente entram no planejamento, para que a alternativa tecnicamente superior seja também a mais segura na prática de cada caso", assinala. "Não existe melhor tratamento universal, existe o melhor tratamento para aquele paciente específico", complementa o médico.

A compreensão sobre as diferenças entre hiperplasia prostática benigna e câncer de próstata contribui para que os homens busquem acompanhamento urológico regular, especialmente a partir da meia-idade. "O diagnóstico correto, baseado em exames específicos e na avaliação individualizada de cada caso, permanece como fator determinante para a definição do tratamento mais adequado a cada paciente", acentua o especialista.

Para mais informações, basta acessar: https://drkhaledtaha.com/

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