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Avanço da esteatose hepática acende alerta

Considerada uma manifestação direta da síndrome metabólica, a gordura no fígado afeta cerca de 30% da população mundial e pode evoluir de forma silenciosa para fibrose e cirrose quando não tratada.

Redação
Por: Redação Fonte: Agência Dino
15/09/2026 às 10h11
Avanço da esteatose hepática acende alerta
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A esteatose hepática, historicamente conhecida como acúmulo de gordura no fígado, consolidou-se como uma das condições clínicas de maior crescimento na medicina moderna. Recentemente reclassificada pelo consenso internacional de especialistas como doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica (MASLD, na sigla em inglês), a alteração deixou de ser vista como um achado isolado em ultrassonografias de rotina para assumir o papel de importante marcador de risco sistêmico. Estimativas da Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH) e publicações de órgãos internacionais de saúde apontam que aproximadamente três em cada dez adultos apresentam acúmulo excessivo de triglicerídeos nos hepatócitos. O cenário é impulsionado por fatores centrais da vida contemporânea: alimentação hipercalórica rica em açúcares refinados e gorduras saturadas, sedentarismo e, fundamentalmente, a presença de resistência à insulina e excesso de gordura visceral.

Por se tratar de uma condição assintomática em seus estágios iniciais, o diagnóstico costuma ocorrer tardiamente. Quando não identificada e contida em fases reversíveis, a esteatose pode progredir para esteato-hepatite (inflamação celular ativa), deposição de tecido cicatricial (fibrose), cirrose hepática e até carcinoma hepatocelular. Além do dano direto ao tecido do fígado, a literatura médica aponta que as principais causas de mortalidade nesses pacientes não decorrem exclusivamente da falência hepática, mas de eventos cardiovasculares, como infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC).

Segundo o médico nutrólogo Dr. Darwin Ribeiro, a abordagem clínica da gordura no fígado exige uma visão integrada da fisiologia humana, superando a ideia de que se trata de uma disfunção restrita a um único órgão.

"O fígado funciona como uma central de processamento energético. Quando o organismo convive com excesso calórico crônico e resistência à insulina, o tecido adiposo transborda e passa a depositar lipídios em órgãos vitais. A esteatose hepática é, antes de tudo, o reflexo visível de um metabolismo sob estresse crônico", explica o médico.

O especialista ressalta que intervenções baseadas apenas no uso isolado de hepatoprotetores ou em dietas restritivas de curto prazo falham em proporcionar resultados sustentáveis. A reversão efetiva do quadro demanda uma estratégia diagnóstica minuciosa, que inclui o rastreamento laboratorial de enzimas hepáticas, marcadores inflamatórios, perfil lipídico ampliado, além da aferição da composição corporal e do grau de rigidez tecidual.

"A boa notícia é que o fígado possui notável capacidade de regeneração. Reduções sustentadas de 5% a 10% do peso corporal total, especialmente à custa da gordura visceral e com a preservação de massa muscular, mostram-se suficientes em estudos clínicos para reverter a inflamação e interromper a progressão do dano celular", pontua Dr. Darwin Ribeiro.

A atuação multidisciplinar, associada a mudanças direcionadas no padrão alimentar, adequação de micronutrientes, controle da resistência à insulina e prática regular de exercícios de força muscular, compõe a base do manejo terapêutico contemporâneo. Em casos selecionados, terapias farmacológicas adjuvantes devidamente regulamentadas podem ser indicadas para otimizar o controle metabólico e proteger o parênquima hepático.

Parâmetros sobre prevenção, diagnóstico clínico e saúde metabólica integrada podem ser consultados em plataformas informativas e no portal oficial darwinribeiro.com.br.

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