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Tecnologia amplia opções na cirurgia de contorno corporal

Dr. Gustavo Vital, cirurgião plástico especializado em contorno corporal e cirurgia das mamas, explica como a escolha entre técnicas cirúrgicas e tecnologias auxiliares depende do grau de flacidez, da distribuição de gordura e das condições clínic...

Redação
Por: Redação Fonte: Agência Dino
10/09/2026 às 15h48
Tecnologia amplia opções na cirurgia de contorno corporal
Imagem do Magnific

A cirurgia plástica de contorno corporal passou por mudanças relevantes nos últimos anos com a incorporação de tecnologias auxiliares às técnicas cirúrgicas tradicionais. O Brasil lidera o ranking mundial de procedimentos estéticos cirúrgicos, segundo o Global Survey 2024 da ISAPS, com a lipoaspiração no topo da lista nacional, à frente do aumento de mamas e da abdominoplastia. O levantamento reforça a relevância de procedimentos de contorno corporal na rotina de cirurgiões plásticos brasileiros.

Para o cirurgião plástico Dr. Gustavo Vital, especializado em contorno corporal e cirurgias das mamas, com atuação em Recife, a chegada de novas tecnologias ampliou o leque de possibilidades terapêuticas disponíveis para tratar a flacidez.

“Antigamente, as possibilidades de tratamento para uma mulher que sofria com flacidez ou com alteração do contorno eram mais restritas, muitas vezes se limitando à retirada da pele e, consequentemente, ao ganho de uma cicatriz”, explica. Segundo o médico, tecnologias atuais permitem tratar não apenas a camada muscular e a de gordura, mas também a pele e o septo, estrutura que conecta a pele aos planos musculares mais profundos.

Dr. Gustavo Vital ressalta, porém, que a tecnologia não substitui a cirurgia convencional em todos os casos. “Não quer dizer que a cirurgia feita com a tecnologia vai substituir a cirurgia convencional como um todo. Cada procedimento precisa ser muito bem categorizado e precisa ser muito bem indicado. Não adianta a gente ter uma Ferrari na nossa garagem e não saber dirigi-la”, compara.

O médico cita como exemplo a tecnologia de radiofrequência invasiva utilizada em sua prática, aplicada ao tratamento do septo em casos de flacidez leve a moderada, quando pode reduzir a necessidade de cicatrizes maiores. Inovações desse tipo também são discutidas pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), que acompanha o avanço de recursos tecnológicos aplicados a diferentes especialidades da área.

Grau de flacidez orienta a escolha da técnica

Segundo o cirurgião, a decisão entre um procedimento mais ou menos invasivo depende de uma avaliação que vai muito além da imagem corporal isolada. “A gente não está tratando apenas um abdômen. A gente não está tratando um flanco, um glúteo. A gente está tratando uma pessoa”, assinala, citando fatores como idade, prática de exercícios, qualidade de pele, cirurgias prévias e distribuição da gordura corporal como parte da equação clínica.

Ele destaca ainda que grupos específicos, como pacientes pós-bariátricos, exigem avaliação diferenciada, já que alterações crônicas em várias camadas do corpo podem reduzir a eficácia de abordagens menos invasivas nesses casos.

Para explicar a lógica por trás da indicação, Dr. Gustavo Vital costuma recorrer a uma escala didática usada em consulta. “Eu faço meu paciente imaginar que existe uma régua de flacidez de zero a 10, em que zero seria a ausência completa de flacidez e 10 uma flacidez que o paciente e o médico consideram máxima. É inegável que, apesar de todas as tecnologias que já surgiram e ainda vão surgir, o melhor tratamento para flacidez sempre vai ser a excisão de pele”, revela.

De acordo com ele, quanto maior o grau de flacidez e o volume de gordura acumulado entre pele e musculatura, menor a chance de um tratamento menos invasivo ser suficiente, o que reforça a indicação cirúrgica nesses casos. Variações nos resultados entre pacientes com quadros aparentemente semelhantes também são discutidas em reportagem da Abril Saúde sobre abdominoplastia e lipoaspiração com retração de pele.

Avaliação clínica antecede o planejamento cirúrgico

O médico reforça que a individualização do tratamento passa por uma avaliação clínica ampla antes de qualquer indicação. “Aqui na nossa clínica, na nossa rotina, a gente não está interessado em fazer todo mundo seguir um único padrão. A ideia não é essa. A ideia é justamente enxergar além, enxergar a individualidade que existe em cada pessoa e, consequentemente, oferecer o melhor tratamento para aquela queixa e aquela expectativa que ela coloca diante do tratamento”, diz.

Segundo ele, condições clínicas e objetivos pessoais de cada paciente influenciam diretamente as possibilidades terapêuticas, e a equipe multidisciplinar acompanha exames laboratoriais, avaliação metabólica e composição corporal antes de definir se o paciente está apto para a cirurgia.

Sobre os limites de segurança, Dr. Gustavo Vital é direto ao afirmar que não negocia a integridade física do paciente em nome do resultado estético desejado. “Eu não vou, em hipótese alguma, negociar a vida e a segurança dele. Eu não pretendo ser bonzinho, eu pretendo ser ético dentro da minha rotina”, acentua.

Para o profissional, o tempo cirúrgico é um fator determinante de segurança, razão pela qual tem recomendado a divisão de procedimentos extensos em etapas separadas, evitando cirurgias com duração superior a seis horas. “Tempo cirúrgico é crucial quando a gente está considerando o sucesso e a segurança de uma cirurgia plástica”, frisa.

Estudos sobre a evolução das técnicas de lipoaspiração e seus desdobramentos no pós-operatório, como o publicado na Revista Brasileira de Cirurgia Plástica (RBCP), reforçam a importância de avaliar cada caso individualmente antes de definir a combinação de recursos mais adequada.

Para saber mais, basta acessar: https://drgustavovital.com/

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